COMPARAÇÃO ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS E FLAVONOIDES COM O PREÇO DE FRUTAS NATIVAS E EXÓTICAS DO NORDESTE BRASILEIRO

Resumo

A flora brasileira apresenta uma grande diversidade, e o mercado de frutas representa uma atividade de grande importância econômica para o país. A ingestão de compostos fenólicos, oriundos de frutas, está associada a vários efeitos benéficos e prevenção de condições patológicas. O presente estudo consiste em uma revisão crítica sobre o teor de compostos fenólicos totais e flavonoides em relação ao preço de mercado de seis frutas nativas (caju, seriguela, umbu, juá, cajá e pitomba) e em oito frutas exóticas (acerola, carambola, coco, frutapão, graviola, pinha, sapoti, tamarindo) ao Nordeste brasileiro. O levantamento foi realizado a partir de avaliação dos preços divulgados nas plataformas digitais dos Centros de Abastecimento de Alimentos dos estados nordestinos e as concentrações de fenóis totais e flavonoides foram obtidas através de levantamento bibliográfico em bases de dados. Diferenças significativas não foram observadas entre as concentrações médias de compostos fenólicos em frutas nativas e exóticas. Da mesma forma, o teor de flavonoides não apresentou diferença significativa entre os dois grupos. Contudo, foi observado a diferença de aproximadamente R$2,00 entre o preço médio das frutas nativas e exóticas, sendo atribuído menor preço às frutas nativas. Desse modo, as frutas nativas se mostram como fonte de menor custo e com o mesmo valor nutricional em flavonoides e fenóis totais das frutas exóticas avaliadas. No entanto, embora mais dispendiosas, há uma preferência do mercado pela aquisição de frutas exóticas por questões de produção e sabor.
Publicado
2021-09-06
Como Citar
GAMBÔA, Daywison Silva Rodrigues; OLIVEIRA, João Ricardhis Saturnino; LIMA, Vera Lúcia Menezes. COMPARAÇÃO ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS E FLAVONOIDES COM O PREÇO DE FRUTAS NATIVAS E EXÓTICAS DO NORDESTE BRASILEIRO. REVISTA UNINGÁ REVIEW, [S.l.], v. 36, p. eURJ3953, set. 2021. ISSN 2178-2571. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uningareviews/article/view/3953>. Acesso em: 28 set. 2021.
Seção
1º Seção: Meio Ambiente e Agrárias