Ventilação oscilatória de alta freqüência em neonatologia: série de 25 casos
DOI:
https://doi.org/10.46311/2318-0579.16.eUJ684Resumo
Objetivo: descrever uma série de 25 recém-nascidos (RN)
internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) submetidos à
Ventilação Oscilatória de Alta Freqüência (VOAF) para tratamento de
insuficiência respiratória grave sem resolução após período de Ventilação
Mecânica Convencional (VMC). Método: Avaliação retrospectiva de
série de 25 recém-nascidos (entre 550g e 3987g) submetidos à VOAF,
descrita a partir da revisão de prontuários. Foram analisados o Índice de
Oxigenação (IO), a variação da fração inspirada de oxigênio (FiO2), a
relação da pressão arterial de oxigênio e da FiO2 (PaO2 / FiO2) e a
diferença alvéolo arterial de O2 [P(A-a)O2] nas primeiras 48 horas (4hs,
7hs, 12h, 23h e 47h) de uso de VOAF. Resultados: os pacientes
evoluíram para alta (n = 14) ou óbito (n = 11) com IO, PaO2/FiO2 e P(A –
a)O2 a partir dos mesmos níveis de gravidade. No grupo de alta observou se uma redução na FiO2 com elevação da PaO2/FiO2 após 4,7 horas do
uso da VOAF. No mesmo grupo, após 23 horas, o índice de Oxigenação
acompanhou esta melhora. Analisando a P(A-a)O2, foi possível estimar a
mortalidade em 83% após 23 horas de VOAF nos pacientes em que a
P(A-a)O2 manteve-se acima de 250. Comentários: Considerando a
extrema gravidade dos pacientes e sendo o uso da VOAF iniciado após a
ineficácia da VMC, os resultados do presente estudo demonstram a
recuperação de parcela importante do grupo avaliado (14 altas/ 11 óbitos),
sendo que as complicações extrapulmonares contribuíram
consideravelmente para uma evolução desfavorável.
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