COMPARAÇÃO DO PADRÃO DE SAÚDE BUCAL ENTRE IDOSOS DIABÉTICOS E NÃO DIABÉTICOS DE UM MUNICÍPIO DO SUL DO BRASIL

  • Ilma Carla de Souza Porcelli Universidade Estadual de Maringá
  • Nathalia Maciel Corsi Universidade Estadual de Londrina
  • Terezinha de Jesus Esteves Barata Universidade Federal de Goiás
  • Sandra Kiss Moura Universidade Nove de Julho (Uninove)
  • Alexandrina Aparecida Maciel Cardelli Universidade Estadual de Londrina
  • Regina Célia Poli-Frederico Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, Londrina, Paraná
  • Sandra Mara Maciel Universidade Estadual de Maringá

Resumo

O objetivo desse estudo transversal foi identificar o padrão de saúde bucal de idosos portadores de Diabetes Mellitus tipo 2 e compará-lo ao de idosos sem a doença. A amostra incluiu 504 idosos independentes, acima de 60 anos, do município de Londrina, sul do Brasil. As condições bucais foram avaliadas pelos índices CPO-D (dentes permanentes cariados, perdidos e obturados), CPI (Índice Periodontal Comunitário) e PIP (Índice de Perda de Inserção Periodontal), adotando-se critérios da Organização Mundial de Saúde. A presença de diabetes foi avaliada por meio de informações autorreferidas, medicação utilizada e níveis sanguíneos de hemoglobina glicada (HbA1C). Os idosos foram classificados em três grupos: diabéticos controlados (CD), diabéticos não- controlados (NCD) e não-diabéticos (ND). Os dados foram analisados pelos testes Qui- Quadrado e Kruskal Wallis, α=5%. Do total de idosos, 69%, 23% e 8% foram classificados nos grupos ND, NCD e CD, respectivamente. Considerando-se a condição periodontal, foi observada diferença estatística entre os grupos de idosos com relação à presença de cálculo (p=0,021) e perda de inserção (p=0,041). O grupo NCD apresentou maiores prevalências de cálculo (90,9%) e de perda de inserção severa (20%) que as apresentadas pelos outros grupos: ND (74,2%; 6,3%) e CD (66,7%; 4,8%). Não houve diferença estatística nos valores médios do Índice CPO-D entre os três grupos.  Os resultados apontaram para piores indicadores de saúde bucal entre idosos diabéticos não controlados. Por seu importante papel no controle glicêmico de idosos com diabetes, a realização de procedimentos clínicos, com atenção especial à doença periodontal, faz-se necessária.
 
PALAVRAS-CHAVE: Diabetes Mellitus. Idoso. Saúde Bucal.
                                                                                                                    
 

Biografia do Autor

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Doutoranda em Odontologia Integrada pela Universidade Estadual de Maringá.
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Mestrado em Comunicação pela Universidade Estadual de Londrina.
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Doutora em Dentística pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, Professora Associada na Universidade Federal de Goiás – UFG
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Doutorado em Materiais Dentários pela Universidade de São Paulo, Docente na Universidade Nove de Julho (Uninove), São Paulo, SP
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Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo - London School of Hygiene and Tropical Medicine, Pós- Doutorado em Bioética (Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales - Argentina), Professora Associada na Universidade Estadual de Londrina – UEL.
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Doutorado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Professora Adjunta na Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, Londrina, Paraná
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Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, Pós-doutorado no Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University of London, Professora Associada na Universidade Estadual de Maringá
Publicado
2018-12-20
Como Citar
PORCELLI, Ilma Carla de Souza et al. COMPARAÇÃO DO PADRÃO DE SAÚDE BUCAL ENTRE IDOSOS DIABÉTICOS E NÃO DIABÉTICOS DE UM MUNICÍPIO DO SUL DO BRASIL. REVISTA UNINGÁ, [S.l.], v. 55, n. S3, p. 115-127, dez. 2018. ISSN 2318-0579. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/2346>. Acesso em: 15 nov. 2019.