A PERSONIFICAÇÃO DO CONFLITO EM ELES NÃO USAM BLACK-TIE (1981), DE LEON HIRSZMAN

Resumo

O final da década de 1980 no Brasil é marcado por um período pré-democrático repleto de diversos conflitos sociais e greves de trabalhadores, temática que reverberou no cinema e no audiovisual. É necessário compreender determinadas produções desse período, como o filme Eles Não Usam BlackTie (1981), de Leon Hirszman, principalmente na relação que os personagens podem vir a estabelecer com os espectadores. O objetivo deste artigo é refletir de que forma o conflito real vivenciado pela classe trabalhadora naquela época se traspôs para os personagens no filme de Hirszman e, para isso, utiliza-se como referência as reflexões de José Carlos Avellar a partir do livro Pai país, mãe pátria. Para essa discussão, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, cujas fontes foram trabalhos científicos publicados em revistas nacionais. Na análise do filme, é possível observar que os personagens representam, de alguma maneira, questões sociopolíticas dos operários na confusa reorganização social pré-democrática brasileira em um processo de personificação do conflito, que transforma o conflito concreto em características e traços de personagens e relações entre eles. Portanto, destacase a importância de expandir os estudos sobre filmes brasileiros e a personificação de conflitos em tramas audiovisuais.
Publicado
2021-05-05
Como Citar
SILVA, Brener Neves. A PERSONIFICAÇÃO DO CONFLITO EM ELES NÃO USAM BLACK-TIE (1981), DE LEON HIRSZMAN. REVISTA UNINGÁ REVIEW, [S.l.], v. 36, p. eURJ3765, maio 2021. ISSN 2178-2571. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uningareviews/article/view/3765>. Acesso em: 28 set. 2021.
Seção
3º Seção: Ciências Sociais e Humanas