SER HUMANO NA PÓS-MODERNIDADE

  • INÊS STAUB ARALDI UNIFACVEST

Resumo

O trabalho tece considerações acerca dos modos de ser do homem pós-moderno o qual, segundo Michel Foucault, é constituído em um processo histórico, mediante o emprego de técnicas políticas através das quais o Estado assume e integra em sua esfera os cuidados com a vida e a saúde do indivíduo. Por outro, se constitui em processos de subjetivação mediante os quais o indivíduo é amalgamado às concepções de verdade que constituem sua identidade, vinculando-o a sua própria consciência e, conjuntamente, a um controle de poder externo. Assumindo a tarefa de alargar o trabalho de Foucault Agamben afirma que estas duas análises não podem ser separadas, uma vez que a progressiva dissociação entre os direitos do homem e os direitos do cidadão, demonstra como a vida nua vai coincidindo com a integralidade do espaço político, no sentido de ela ser posta como a figura da vida hegemônica que pode ainda figurar neste espaço. Mais do que uma sociedade de classes, a sociedade pós-modernidade é uma sociedade manipulada pelos jogos do poder, cujos dispositivos é necessário aprender a reconhecer.

Publicado
2018-07-27
Como Citar
ARALDI, INÊS STAUB. SER HUMANO NA PÓS-MODERNIDADE. REVISTA UNINGÁ REVIEW, [S.l.], v. 33, n. 2, p. 73 - 87, jul. 2018. ISSN 2178-2571. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uningareviews/article/view/2300>. Acesso em: 20 out. 2018.