PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES, GASTOS E MORTALIDADE INTRA-HOSPITALAR, POR SEQUELAS DA TUBERCULOSE, NO BRASIL

  • Anna Maria Andrade Barbosa Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Bárbara de Oliveira Arantes Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Yuri Borges Bitu de Freitas Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Natan Augusto de Almeida Santana Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Antonio Márcio Teodoro Cordeiro Silva Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Resumo

As formas graves da tuberculose (TB), TB multirresistente (TB-MDR) e TB extensivamente resistente a medicamentos (TB-XDR), têm tratamento longo, difícil, de alto custo e está associado às sequelas pós-infecciosas crônicas e perda de função orgânica. As sequelas da TB, normalmente, causam comprometimento dos pulmões, morbimortalidade e reduzem a qualidade de vida, principalmente de adultos jovens. Assim, a cura bacteriológica da TB pode marcar o início de uma doença respiratória crônica e infecções recorrentes. Tendo em vista esse panorama tem-se por objetivo descrever o perfil epidemiológico das internações por sequelas da tuberculose, no Brasil, considerando despesas e permanência hospitalares, região do país, faixa etária, sexo e óbito por meio de um estudo epidemiológico, do perfil das internações hospitalares, por sequelas da tuberculose, no período de 2010 a 2019, no Brasil, com dados extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Sob a luz da análise de dados em relação à região, foi observado, no Nordeste, o maior valor total de gastos (R$ 6.881.786,51), por serviços hospitalares, em razão de sequelas de tuberculose, e em cada um de todos os anos avaliados. O maior valor foi gasto, no ano de 2015 (R$ 1.120.344,15), contabilizando 51,3% de todo o gasto do país. A região Norte apresentou situação contrária e, inclusive, em 2019, mostrou gasto de, apenas, R$ 166,95. O maior valor total (R$ 2.182.039,82), ocorreu em 2015. A faixa etária mais afetada, em todos os anos, foi a de indivíduos com 50 a 59 anos de idade, e a menos foi a de 20 a 29 anos. Verificou-se diminuição razoável na morbidade hospitalar na faixa etária de 20 a 29 anos, quando comparados os anos anteriores e atuais, e diminuição progressiva, na faixa etária de 60 a 69 anos. A morbidade hospitalar e a mortalidade, por sequelas de tuberculose, foram maiores no sexo masculino, em todos os anos avaliado. A mortalidade feminina não sofreu alteração importante, durante os anos, mas a masculina apresenta diminuição, desde 2016. A mortalidade, em razão dessas sequelas, apresentou diminuição progressiva e foi, predominante, na região Sudeste (n=30), seguida pelas regiões: Nordeste (n=28) e Sul (n=27). A região Norte teve menor mortalidade total (n=3). No que concerne às internações por sequelas, a região Norte apresentou o menor número total (n=57) e Nordeste, o maior (n=1.474), seguida pelo Sudeste (n=1.112). Logo, observou-se que os maiores valores gastos, por serviços hospitalares, em razão das sequelas por TB, durante todo o período analisado, foram na região Nordeste. Contudo, houve redução progressiva no número de internações, desde 2015, evidenciando que, desde então, a gestão em saúde passou a dar mais enfoque a esse setor, implementando projetos eficientes.
Publicado
2021-01-25
Como Citar
BARBOSA, Anna Maria Andrade et al. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES, GASTOS E MORTALIDADE INTRA-HOSPITALAR, POR SEQUELAS DA TUBERCULOSE, NO BRASIL. REVISTA UNINGÁ, [S.l.], v. 57, n. S1, p. 066-067, jan. 2021. ISSN 2318-0579. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/3894>. Acesso em: 06 mar. 2021.
Seção
Anais do 1º Congresso Interligas de Medicina UNINGÁ