ANÁLISE DO TÉTANO EM NEONATOS NO ESTADO DO PARANÁ EM SUAS 22 REGIÕES DE SAÚDE, NO PERÍODO DE AGOSTO DE 2015 A AGOSTO DE 2019

  • Marcela Viana Vilela UNINGÁ - Centro Universitário Ingá
  • Mariana Domingos Gonçales UNINGÁ - Centro Universitário Ingá
  • Edney Norio Otsuki UNINGÁ - Centro Universitário Ingá

Resumo

O tétano neonatal é uma doença infecciosa não contagiosa provocada pelo bacilo anaeróbio Clostridium tetani, através da contaminação do coto umbilical com os esporos da bactéria, que podem ser encontrados em instrumentos não esterilizados utilizados para secção do cordão umbilical, bem como em produtos do hábito cultural das populações. Possui rápida progressão, os primeiros sintomas aparecem entre do 3° e o 14° dia, evoluindo para óbito no período neonatal. Consiste em um importante problema de saúde pública, já que é uma das principais causas de óbito do recém-nascido na maioria dos países subdesenvolvidos. Apresenta alta incidência na população com menor acesso a serviços de saúde obstétricos, pré-natal e nascidos de partos domiciliares, bem como nas populações com baixo índice de informação sanitária. O estudo teve como objetivo investigar o número de internamentos, óbitos e mortalidade decorrente do tétano neonatal em menores de um ano de vida em ambos os sexos, no período de agosto de 2015 a agosto de 2019, no estado do Paraná, comparando as 22 Regiões de Saúde (RS). Para tanto, utilizou-se de um estudo epidemiológico observacional com fonte de dados coletados através do DATASUS, levando-se em consideração sexo, faixa etária, regiões de saúde, internamento, óbito e taxa de mortalidade. No período em questão, ocorreram no estado do Paraná 5086 internações por tétano neonatal na população observada, entre as 22 regiões de saúde do estado. Dessas, 2863 acometeram o sexo masculino e 2223 o sexo feminino. Além disso, a 2ª RS Curitiba contou com maior número de internações (2108 casos, sendo 1195 no sexo masculino e 913 sexo feminino), já a 13ª RS Cianorte teve o menor número (38 casos, sendo 18 no sexo masculino e 20 no sexo feminino). Com relação ao número de óbitos, foram registrados nesse período 167 óbitos (90 no sexo masculino, 77 sexo feminino) sendo a 2ª RS Curitiba com maior número (58 óbitos, 35 no sexo masculino e 23 no sexo feminino), 1ª RS Paranaguá (1 óbito, no sexo feminino) com menor número. Dentre as 22 RS’s, a taxa de mortalidade foi de 3,28, sendo a 19ª RS Jacarezinho a que apresentou maior taxa (8,54), em contrapartida a 16ª RS Apucarana com menor (1,53) e as 4ª RS Irati, 13ª RS Cianorte, 14ª RS Paranavaí, 21ª RS Telêmaco Borba, sem registro de óbito. Apesar da baixa taxa de mortalidade em algumas regiões, o tétano neonatal continua presente no Estado do Paraná e trazendo óbitos, principalmente no sexo masculino. Apesar da enfermidade possuir alta letalidade, a morte pela mesma pode ser evitada com melhora da cobertura, qualidade, atenção pré-natal e programas de vacinação. Para tanto, falhas na implementação das medidas precisam ser superadas, sendo fundamental a busca de estratégias diferenciadas e que alcance os grupos populacionais socialmente mais vulneráveis, esses são os grupos mais acometidos pelo tétano neonatal e os que mais se beneficiariam com as intervenções.
Publicado
2021-01-22
Como Citar
VIANA VILELA, Marcela; GONÇALES, Mariana Domingos; OTSUKI, Edney Norio. ANÁLISE DO TÉTANO EM NEONATOS NO ESTADO DO PARANÁ EM SUAS 22 REGIÕES DE SAÚDE, NO PERÍODO DE AGOSTO DE 2015 A AGOSTO DE 2019. REVISTA UNINGÁ, [S.l.], v. 57, n. S1, p. 003-004, jan. 2021. ISSN 2318-0579. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/3884>. Acesso em: 03 mar. 2021.
Seção
Anais do 1º Congresso Interligas de Medicina UNINGÁ