SAÚDE DO TRABALHADOR EM AMBIENTE HOSPITALAR: MAPEANDO RISCOS E PRINCIPAIS MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA

  • Yara Maria da Silva Pires Universidade Federal do Piauí
  • Verônica Lorranny Lima Araújo Centro Universitário Santo Agostinho
  • Maria Camila Leal de Moura Centro Universitário Santo Agostinho

Resumo

Atividades hospitalares são executadas em ambiente de constante exposição aos fatores de risco de diversas ordens. Diante da crescente incidência de agravos e acidentes, as normas de biossegurança visam a prevenção, minimização ou eliminação de riscos, os quais podem comprometer a saúde de seres vivos, do meio ambiente e da qualidade do trabalho. Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo analisar medidas de biossegurança no ambiente hospitalar, evidenciando os principais riscos aos quais os profissionais estão sujeitos e verificar potenciais soluções. Como resultado, constatou-se que a elevada incidência de acidentes se deve, em boa parte, ao fato de que as práticas de biossegurança ainda são relativamente novas e nem sempre são seguidas corretamente. Evidenciou-se, também, fatores como a falta de conhecimento dos funcionários, equipamentos de proteção individual indisponíveis, negligência e fiscalização incipiente. Ações como lavagem de mãos, uso de EPI, cuidados com equipamentos, limpeza e manejo dos resíduos e o descarte adequado de perfurocortantes são precauções que garantem a segurança do trabalhador. É, portanto, necessário que existam condições de trabalho adequadas, qualificação técnica e imunização dos trabalhadores. Observou-se também que a subnotificação dos acidentes de trabalho ocorre por uma multiplicidade de fatores, como a autoavaliação do profissional envolvido, desconhecimento da obrigatoriedade, ritmo excessivo de trabalho, medo de demissão e/ou repreensão, a complexidade do fluxograma da notificação e medo dos resultados das sorologias exigidas. Por fim, conclui-se que a identificação e caracterização dos acidentes influencia diretamente a ocorrência e a gravidade dos riscos à saúde do trabalhador no ambiente hospitalar. É fundamental, portanto, que haja investimento no processo educativo, objetivando a conscientização a respeito da importância das medidas de precaução e da realização das notificações.

Biografia do Autor

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Mestranda em Farmacologia no Núcleo de Pesquisas em Plantas Medicinais da Universidade Federal do Piauí - UFPI
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Graduanda em Farmácia pelo Centro Universitário Santo Agostinho - UNIFSA
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Graduanda em Farmácia pelo Centro Universitário Santo Agostinho - UNIFSA
Publicado
2019-06-02
Como Citar
DA SILVA PIRES, Yara Maria; LIMA ARAÚJO, Verônica Lorranny; LEAL DE MOURA, Maria Camila. SAÚDE DO TRABALHADOR EM AMBIENTE HOSPITALAR: MAPEANDO RISCOS E PRINCIPAIS MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA. REVISTA UNINGÁ, [S.l.], v. 56, n. 2, p. 115-123, jun. 2019. ISSN 2318-0579. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/2334>. Acesso em: 09 dez. 2019.
Seção
Artigos