MULHERES ENCARCERADAS: PERFIL, SEXUALIDADE E CONHECIMENTO SOBRE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

  • ELIZAMA DOS SANTOS COSTA
  • JOSÉ DIEGO MARQUES SANTOS
  • MARIANE RODRIGUES CARVALHO ROCHA
  • LÍVIA MARIA MELLO VIANA
  • DANIELLE MACHADO OLIVEIRA
  • BÁRBARA DE JESUS CUNHA SILVA
  • ADRIELLE PRISCILA SOUZA LIRA

Resumo

O sistema penitenciário brasileiro é marcado, além da superlotação, pela falta de acesso à saúde, sendo mais notável o agravamento dos problemas em presídios femininos. Entendendo a importância da sexualidade na vida dos sujeitos como um componente da saúde, objetivou-se investigar as experiências relacionadas à sexualidade e o conhecimento sobre a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis de mulheres encarceradas. Trata-se de pesquisa quantitativa, descritiva e exploratória, realizada em uma penitenciária feminina de referência do nordeste brasileiro, em outubro de 2015 com 58 mulheres. Em sua maioria tratava-se de jovens, casadas ou em união estável, com baixa escolaridade, trabalhadoras do lar, com renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos, encarceradas por tráfico de drogas. Sobre sexualidade, identificou-se que suas vidas sexuais se encontram prejudicadas ou, muitas vezes, inexistente. Em relação às infecções sexualmente transmissíveis a maioria demonstrou desconhecimento a respeito das formas de transmissão, prevenção e situações/comportamentos de risco. Com isso, evidenciase a necessidade de atividades educativas que atuem sobre a vida sexual de mulheres em privação de liberdade, abordando seus direitos e a importância de uma vida sexual saudável, apesar de se encontrarem em um ambiente que não propicie tais condições.
Publicado
2018-01-09
Como Citar
COSTA, ELIZAMA DOS SANTOS et al. MULHERES ENCARCERADAS: PERFIL, SEXUALIDADE E CONHECIMENTO SOBRE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS. REVISTA UNINGÁ, [S.l.], v. 52, n. 1, jan. 2018. ISSN 2318-0579. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/1388>. Acesso em: 15 set. 2019.
Seção
Artigos